Arquivo para simplicidade

Enigmas da Simplicidade, Fotografias de Nikoline

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/08/2011 by Bronx1985

A vida poeticamente exposta em sua simplicidade e desnuda de mistérios reveladores, assim são as fotografias da jovem norueguesa Nikoline.

Residente em Tromsø, Nokoline e suas fotografias chamam a atenção pela interessante essência intimista, além da riqueza e contraste de cores estouradas via Photoshop. Através de uma técnica básica de fotografismo de modelos em posições ensaiadas e/ou paisagens sob ângulos indiretos, Nikoline apresenta-nos um trabalho tão singelo quanto cativante.

Já destaque em alguns outros sites especializados de Fotografia, é questão de tempo para a jovem norueguesa ganhar mais espaço e renome junto à crítica especializada, dado seu talento e intimidade com uma câmera fotográfica.

Portfólio: flickr.com/nikolinelr

Portfólio: flickr.com/nikolinelr

Richard Kilroy e a Moda Revisitada

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/11/2010 by Adriana Almeida

Ilustrações de moda costumam seguir um determinado padrão, e salvo honrosas exceções, quem já viu uma, viu todas. Mas vez por outra artistas fogem do senso comum e inovam em todas as áreas, mesmo as mais características. Esse é o caso do artista inglês, nascido em Liverpool, Richard Kilroy. Tendo trabalhado com publicações como a revista V, Gym Class Magazine, Hainswheeler Keko e Djs pomo, Kilroy se concentra na simplicidade e força da forma, indo do minimalismo quase abstrato ao realismo quase fotográfico, mas normalmente, combinando ambos.

Dessa forma, em algum lugar entre o croqui despojado e a arte final saturada de detalhes, o produto final do trabalho de Richard é contemporâneo, diferente, levemente inquietante, e ainda assim, condizente com a cultura fashion que o inspira.

Porfólio: richardkilroy.com

Porfólio: richardkilroy.com

Ali Jabbar e o Minimalismo a Toda Prova

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/11/2010 by Adriana Almeida

Ali Jabbar é um fotógrafo dos Emirados Árabes. Ele também é conhecido por suas incursões na tipografia e no design de marcas, revelando seus múltiplos talentos. Mas seu trabalho de mais destaque é uma série chamada “Public Figures” onde em uma minimalismo levado ao extremo, ele reduz figuras públicas conhecidas aos seus elementos mais essenciais, tornando-os ao mesmo tempo, indistintos e absolutamente reconhecíveis.

A simplicidade do trabalho é seu elemento mais rebuscado: o que faz alguém conhecido? Como se distingue uma marca em meio a tantos elementos? Nós somos reduzíveis a uma marca? Aparentemente sim. Exceto se tivermos vivido em uma caverna por toda a nossa vida, é praticamente impossível bater os olhos nas imagens abaixo e não reconhecer de quem se trata. Mas um olhada mais a fundo nas imagens, revela que os elementos ali presentes poderiam pertencer a qualquer um, mas ao mesmo tempo, são tão característicos daquelas celebridades, que se tornam sua marca.

Portfólio: behance.net/Alijabbar

Portfólio: behance.net/Alijabbar

Will Eisner e a Arte Sequencial Gráfica

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/07/2010 by Adriana Almeida

William Erwin Eisner, um americano nascido em 1917 e falecido em 2005, era um cartunista/quadrinista clássico no meu modo de ver. Seu traço, impecável, não possui arroubos de genialidade ou vanguardismo. É simples, direto, clean. São sem dúvida ilustrações interessantes, mas nunca me provocaram suspiros ou arrebatamento. Por isso, não estou aqui para apresentar a arte de Will Eisner, mas sim a contribuição que ele prestou a arte. Uma pequena inversão que em certo ponto, se confunde e volta ao seu traço.

Eisner é o mais importante artista da história das HQs e o responsável pelo desenvolvimento e pela evolução/revolução nesse gênero, transformando em canal de propagação artística e veículo de comunicação de vanguarda acessível às massas.

Desde sempre trabalhou com histórias em quadrinho. Mas o criador de clássicos como Spirit, teve seu ponto de virada em 1978, quando publicou “Um contrato com Deus“, a primeira Graphic Novel (cuja tradução literal é Novela Gráfica, ou seja, um romance em quadrinhos) da história da indústria gráfica. Alí inaugurou-se uma nova era, onde as HQs ganharam conteúdo e profundidade, tanto em textos como em arte. Nessa era da Arte Sequencial Gráfica, termo cunhado por Will Eisner, a arte encontrou um novo veículo e aquele veículo encontrou a arte.

Esses termos, “Graphic Novel” e “Arte sequencial gráfica“, foram considerados pedantes e pernósticos por alguns. A cultura underground é rançosa, e costuma se ressentir quando acreditam que alguém “traiu a causa”. Bandas de rock de porão ganham a alcunha de vendidos quando fazem sucesso; filmes cult passam a ser execrados pelos seus primeiros fãs quando atingem as grandes massas. E por isso, as tentativas de Will de transformar os quadrinhos em algo melhor que as mediocridades dos gibis com bichos e bonecos engraçadinhos com diálogos que tinham a profundidade de píres virados do avesso e desenhos multi-coloridos e previsíveis que possuiam ZERO de significado ou relevância, incomodou aqueles que tecem suas apreciações pelo que é cult muito mais do que pelo que possui real valor estético. Will dizia aos aspirantes a quadrinistas: “leiam livros, pensem em histórias inteligentes antes de pensar em desenhos espetaculares.” Os tais desenhos espetaculares, verdadeiras obras de arte vendidas em bancas de jornal, viriam no rastro desse conteúdo, dessa profundidade, desse valor literário. E de fato veio. Os diversos artistas que ganharam o Will Eisner award (criado em 1988) por seus trabalhos geniais em HQ que o digam…

Portfólio: willeisner.com

Portfólio: willeisner.com

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