Arquivo para São Paulo

A Monocromática Arte de Rua de Cláudio Ethos

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 03/04/2011 by Bronx1985

Surrealista e crítica ao extremo, a arte de rua do paulistano Cláudio Ethos é o que podemos caracterizar como um objeto artístico elevado a sua essência de levar aos observadores a possibilidade de uma reflexão crítica dos seus papéis na sociedade e contextualização das suas atitudes junto às premissas políticas, socioambientais e, por assim dizer, familiares.

Compostas na sua grande maioria por cores sóbrias e difundidas em traços tão peculiares à imaginação e talento de Ethos, suas obras de rua harmonizam de maneira natural com a cidade e seus aspecto tão cinzento quanto urbanizado.

Com exposições recorrentes por São Paulo e Brasil afora, a arte de Cláudio Ethos desde 2007 tem conquistado cada vez mais espaço na comunidade artística européia e norte americana. Aclamado pela crítica como um talento nato para a arte, Ethos hoje e cada vez mais colhe os frutos da sua dedicação e empenho à arte de rua.

Portfólio: claudioethos.com

Portfólio: claudioethos.com

Florentijn Hofman e sua Instalação “Fat Monkey” no Brasil

Posted in FOTO ENSAIOS, VIDEOBLOG with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/11/2010 by Bronx1985

Ele é holandês e suas obras consideradas de contemplação internacional, mas o lugar escolhido para a instalação desta que pode ser considerada uma das suas mais curiosas e coloridas obras de arte contemporâneas foi São Paulo, Brasil.

Intitulada originalmente por “Fat Monkey”, esta tão peculiar quanto grandiosa e, por assim dizer, majestosa instalação é composta na sua básica essência por chinelos de dedo de borracha típicos brasileiros, estes das mais variadas e intensas cores.

Perguntado sobre o motivo principal da confecção de tamanha instalação curiosa, Hofman é enfático ao dizer que seu objetivo é justamente desprender no cidadão comum que ali passa todas as questões envoltas do quão grandiosa a cidade de São Paulo é, esta incapaz de ser domada e tão cheia de gente, gente esta que com tantas coisas para se fazer e em tão pouco tempo. Perguntado ainda sobre o porquê da escolha de uma matéria prima tão singular quanto chinelos tipo “Havaianas”, Hofman diz: _ Nada mais natural do que um objeto ícone do povo brasileiro e que ao mesmo tempo remete à toda a flexibilidade que este povo .criou com o passar dos tempos.

Portfólio: florentijnhofman.nl/dev

Portfólio: florentijnhofman.nl/dev

A Relevância no Imaginário dos Retratos de Lucas Chimello Simões

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/11/2010 by Bronx1985

Brasileiro natural de São Paulo, o artista plástico Lucas Chimello Simões tem dado o que falar no cenário da arte contemporânea tanto nacional quanto internacional. Seus retratos feitos de fotografias recortadas inseridas em moldes de acrílico remetem ao que há de mais surreal, relativo e, por assim dizer, harmonioso em questões de parâmetros de vanguardismo contemporâneo.

Através de interessantes intenções de representatividade do ser humano, Lucas compõe aquilo que pode ser considerado uma das suas obras primas, estas dotadas de perspicaz e explícita intenção em despertar nos observadores mais dispostos sentimos como o da curiosidade e dúvida sobre o que aquilo de fato se trata.

Questões a parte, a arte do brasileiro é, sem sombra de dúvidas, um interessante prospecto que caminha e dialoga com o bizarro e tudo aquilo que é inerente  à personalidade humana.

Portfólio: flickr.com/lucsa

Portfólio: flickr.com/lucsa

A Arte Sem Fronteiras de Christian Guémy (C215)

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/07/2010 by Adriana Almeida

Christian Guémy, conhecido como C215, faz Stencil Graffiti pelas ruas do mundo. Em meio ao cinza das paisagens urbanas, seu trabalho, de cores vivas ou contrastes intensos, pode ser visto na França, Rússia, Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Grécia Brasil… para esse francês, o mundo literalmente não tem fronteiras.

Guémy se diz influenciado por Ernest Pignon-Ernest, o excepcional artista de rua também francês que já na década de 1970 fazia trabalhos espetaculares com stencil e outras técnicas. Sobre seu estilo itinerante, ele diz: “(…) A arte de rua é como o surf, as pessoas nunca devem pintar duas vezes no mesmo lugar e devem viajar para experimentar novas situações, novas leis, novas sociedades e culturas”.

Sua filha Nina – sua maior fonte de inspiração – e seu auto-retrato, além de uma fotografia de Jon Cartwright, são recorrentes ao redor do mundo, mas c215 parece ter um olhar sensível ao ambiente em que trabalha, e seus estencils sempre refletem características da cidade onde está. Neste artigo, selecionamos seus trabalhos feitos nas ruas de São Paulo, mas os convido a visitar a galeria do artista para verem seu impressionante trabalho ao redor do mundo, sempre inspirado pela cultura local somado ao seu estilo característico.

Portfólio: flickr.com/c215

Portfólio: flickr.com/c215

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Mestre das Ilusões: os foto ensaios de Vik Muniz

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/07/2010 by Adriana Almeida

Você precisa treinar seus olhos. O que você está vendo não é o que parece, mas é exatamente o que você está vendo. Confuso? Conheça a arte do fotógrafo brasileiro Vik Muniz. Nascido em São Paulo mas residindo e trabalhando em Nova York, Vik ficou famoso e conquistou o mundo da arte com seu projeto Sugar Child. Como foi feito? Em uma plantação de açúcar, Muniz fotografou os filhos dos operários, e usando papel escuro e diferentes tipos de açúcar, reproduziu as imagens previamente fotografadas e as fotografou novamente. Pura meta-linguagem recursiva…

Mas nada é inusitado o suficiente para Muniz, que possui no seu repertório obras semelhantes feitas com geléia, manteiga de amendoim, arame, fios, poeira, papel, calda de chocolate e até macarrão com molho. O limite da criatividade de Vik é inexistente: tudo vira obra de arte e mais importante que isso, tudo conta uma história sobre o objeto da fotografia original e o material utilizado.

O reconhecimento, segundo o artista, levou 17 anos para acontecer da noite para o dia. Parece paradoxal, mas não é. A base construída propiciou que ele se tornasse o “queridinho” da arte contemporânea, e lhe rendesse não só inúmeras exposições, mas seu trabalho exposto em catálogos famosos e a honra de ser convidado a organizar uma exposição no mais influente museu de arte moderna do mundo, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA): ele foi o curador da nona versão da Artist’s Choice (Escolha do Artista), que ocorreu entre 2008 e 2009. Em janeiro de 2010, o documentário “Lixo Extraordinário” sobre seu trabalho com catadores de lixo em Duque de Caxias foi premiado no Festival de Sundance. No Festival de Berlim, também em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e o de  público na mostra Panorama.

A expressão “Thinking outside of the box” (pensar fora da caixa) é pouco para definir Vik Muniz. Com um trabalho diferente, criativo e multi-significante, ele não apenas usa elementos diferentes para montar suas obras, mas faz um trabalho de imersão nesse materiais e conta uma história com eles. Assim, suas fotos não são fotos, são estudos sobre materiais que se revertem em montagens que se revertem em fotos. Não é a toa que Vik Muniz está merecidamente espalhado em galerias e coleções particulares no mundo todo.

Portfólio: vikmuniz.net

Portfólio: vikmuniz.net

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Temporal: o sagrado e o profano de Stephan Doitschinoff (Calma)

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Apesar do nome complicado que vem de sua ascendência búlgara, Stephan Doitschinoff é um brasileiro nascido em São Paulo, 1977, que atende pela alcunha de Calma, uma corruptela de COM ALMA em latim. Autoditada, Calma tem o sincretismo religioso como fonte inesgotável de inspiração: filho de um pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas, com passagem por terreiros de umbanda e grupos Hare Khrishna e estudos da filosofia do  zen budismo e do taoísmo, sua arte é a junção dos simbolismos de todas essas religiões, e outras mais.

Em sua trajetória houveram exposições individuais em Londres, Nova York e São Paulo. O ganhador do segundo lugar no prêmio Jabuti de ilustração, pelo livro “Palavra Cigana”, nos anos 90, e antes de trabalhar com murais e telas, fazia cenários de shows de bandas punk e capas de discos, incluindo a capa do álbum “Dante XXI” do Sepultura em 2006.

Em 2005, Calma que sempre morou em grandes centros, no Brasil e fora dele, resolveu se isolar em um estúdio no meio do mato, em uma cidade do interior da Bahia, Lençóis. De lá ele envia suas obras para São Paulo, onde são rapidamente vendidas. Com a intenção de se aprofundar no folclore e na arte popular, em suas visitas a casa em busca de santuários e oratórios para estudar, iniciou um projeto paralelo grandioso e espetacular: pintar uma cidade inteira. Depois das primeiras casas pintadas, os próprios moradores procuravam por Calma solicitando que suas casas também fossem pintadas com sua arte excepcional, que juntando o sagrado e o profano e suas visões de , mostra a trajetória das crenças religiosas em um país tomado pelo sincretismo, os mitos e as lendas…

Calma deixou Lençóis (BA) em 2008 deixando para trás uma impressionante instalação urbana feita através de sua intervenção na cidade com a colaboração de todos os moradores. Desde então já participou de várias mostras (destaque para a mostra De Dentro para Fora/ De Fora para Dentro no Museu de Arte de São Paulo) e recebeu vários prêmios como o Artista Revelação de 2009 da  Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura vindo da Fundação Nacional das Artes e do Ministério da Cultura.  No momento Calma segue com seu trabalho que incita uma reflexão sobre a relação de nossa herança cultural com o contemporâneo.

Portfólio: myspace.com/stephan_doitschinoff

Assistam ao documentário Temporal: a arte de Stephan Doitschinoff

Portfólio: myspace.

com/stephan_doitschinoff

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Aerosmith @ Parque Antártica – SP, 2010

Posted in VIDEOBLOG with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30/05/2010 by Bronx1985

São Paulo, 29 de maio de 2010, por volta das 21h35, uma enorme bandeira com o logo do Aerosmith cobriu a visão do palco arrancando gritos do público. Com as luzes já apagadas, era possível ver a silhueta magra de Steven Tyler assumindo sua posição. Logo de cara, o quinteto já gastou Eat the Rich, do disco Get a Grip, de 1993. Embora muitos rumores tenham colocado o futuro da banda xeque, principalmente após as notícias de que o grupo sairia em turnê sem Steven Tyler, o vocalista e o guitarrista Joe Perry parecem ter colocado as diferenças de lado ou enganam bem. A famosa dupla divide o microfone sempre que pode e interage a todo o momento como um ritual vivido nestes 40 anos juntos.

Em uma sequência infalível, são tocados os sucessos: Love in a Elevator, Pink, Jaded, Falling in Love, Dream On e Livin on the Edge. A série de hits dá um panorama nestes 40 anos do Aerosmith, prova de que a banda emplacou sucessos em todos os seus lançamentos.

Os atritos entre Tyler e Perry que encheram a mídia também ficam para trás durante o show. Ao ver uma calcinha vermelha jogada no palco, o vocalista não pensou duas vezes. O americano pegou o souvenir e pendurou no microfone do companheiro: “Me ajude a cantar a próxima, Perry”, brincou.

Depois de duas horas de apresentação, o Aerosmith reviveu a maior parte dos clássicos de sua carreira e espantou o frio de seus fãs que lotaram o Palestra Itália. Sobre o futuro da banda, que completa 40 anos depois de um ano instável, o assunto não parece evidente enquanto os cinco dividem o palco.

Site oficial: aerosmith.com Resenha original: terra.com.br/musica

Site oficial: aerosmith.com Resenha original: terra.com.br/musica

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