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Will Eisner e a Arte Sequencial Gráfica

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/07/2010 by Adriana Almeida

William Erwin Eisner, um americano nascido em 1917 e falecido em 2005, era um cartunista/quadrinista clássico no meu modo de ver. Seu traço, impecável, não possui arroubos de genialidade ou vanguardismo. É simples, direto, clean. São sem dúvida ilustrações interessantes, mas nunca me provocaram suspiros ou arrebatamento. Por isso, não estou aqui para apresentar a arte de Will Eisner, mas sim a contribuição que ele prestou a arte. Uma pequena inversão que em certo ponto, se confunde e volta ao seu traço.

Eisner é o mais importante artista da história das HQs e o responsável pelo desenvolvimento e pela evolução/revolução nesse gênero, transformando em canal de propagação artística e veículo de comunicação de vanguarda acessível às massas.

Desde sempre trabalhou com histórias em quadrinho. Mas o criador de clássicos como Spirit, teve seu ponto de virada em 1978, quando publicou “Um contrato com Deus“, a primeira Graphic Novel (cuja tradução literal é Novela Gráfica, ou seja, um romance em quadrinhos) da história da indústria gráfica. Alí inaugurou-se uma nova era, onde as HQs ganharam conteúdo e profundidade, tanto em textos como em arte. Nessa era da Arte Sequencial Gráfica, termo cunhado por Will Eisner, a arte encontrou um novo veículo e aquele veículo encontrou a arte.

Esses termos, “Graphic Novel” e “Arte sequencial gráfica“, foram considerados pedantes e pernósticos por alguns. A cultura underground é rançosa, e costuma se ressentir quando acreditam que alguém “traiu a causa”. Bandas de rock de porão ganham a alcunha de vendidos quando fazem sucesso; filmes cult passam a ser execrados pelos seus primeiros fãs quando atingem as grandes massas. E por isso, as tentativas de Will de transformar os quadrinhos em algo melhor que as mediocridades dos gibis com bichos e bonecos engraçadinhos com diálogos que tinham a profundidade de píres virados do avesso e desenhos multi-coloridos e previsíveis que possuiam ZERO de significado ou relevância, incomodou aqueles que tecem suas apreciações pelo que é cult muito mais do que pelo que possui real valor estético. Will dizia aos aspirantes a quadrinistas: “leiam livros, pensem em histórias inteligentes antes de pensar em desenhos espetaculares.” Os tais desenhos espetaculares, verdadeiras obras de arte vendidas em bancas de jornal, viriam no rastro desse conteúdo, dessa profundidade, desse valor literário. E de fato veio. Os diversos artistas que ganharam o Will Eisner award (criado em 1988) por seus trabalhos geniais em HQ que o digam…

Portfólio: willeisner.com

Portfólio: willeisner.com

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O cômico fotografismo de Ryan Robinson

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10/04/2010 by Bronx1985

Americano vindo de uma pacata zona rural de Illinois, EUA, para o mundo, o trabalho de Ryan Robinson destaca-se pelo explícito bom humor empregado às suas fotografias atrelado sempre à sátiras do cotidiano moral humano e/ou tendências modernas de culturas das grandes civilizações.

Fotógrafo com preferências confessas de apelo a extravagantes cores, o trabalho do americano também encontra-se inserido em fortes críticas aos costumes éticos, onde muitas vezes, para os mais sensíveis, suas fotografias podem chegar a ser apelativas e até mesmo degrinidoras, dadas as tendências acima expostas.

Características a parte, uma coisa é certa, o cara tem talento pra fotografar, dadas as nítidas mensagens transpostas e o reconhecimento que o mesmo conseguiu nesse ingrato mundo que é o de fotografia profissional, onde muita gente com talento simplesmente é posta de lado em razão de preferências pessoais de grandes centros de propagação de arte.

Portfólio: ryanrobinson.com

Portfólio: ryanrobinson.com