Arquivo para Nova York

A Lente Crítica de Mr. Toledano

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/07/2010 by Adriana Almeida

Philip Toledano, um inglês que vive em Nova York, acredita que fotografia seja um espaço privilegiado para levantar dúvidas e questões instaurando no espectador a reflexão, o suspense e o questionamento. Levando sua crença às últimas consequências, Mr Toledano, como é conhecido, faz de suas fotografias palco de uma guerra do imaginário contra si próprio. Retratando em especial a sociedade norte-americana, mas lembrando que ela é espelho da maior parte da cultura ocidental, ele aponta de forma muitas vezes nada sutil os valores que a mobilizam e consequentemente, a constroem e a destroem.

Mr Toledano já foi diretor de arte de propaganda em agências como TBWA/Chiat/Day e Fallon. Seu trabalho tem sido exibido em Nova York, Europa e na Ásia, e aparecido em jornais e revistas como New York Times, Interview, Vanity Fair, Le Monde, The London Times, Details, GQ e Esquire.

Suas fotografias são plásticas, com enquadramentos e iluminação milimetricamente planejados e complementadas por figurinos e acessórios sempre elaborados. O resultado final é sempre ácido e crítico, mas sem perder um ar jocoso e bem humorado. Percorrendo todos os clichês da sociedade americana e tratando de temas complexos como religião, preconceito, consumo e armas, as fotografias de Mr Toledano são sempre convites abertos à reflexão.

Portfólio: mrtoledano.com

Portfólio: mrtoledano.com

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Mestre das Ilusões: os foto ensaios de Vik Muniz

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/07/2010 by Adriana Almeida

Você precisa treinar seus olhos. O que você está vendo não é o que parece, mas é exatamente o que você está vendo. Confuso? Conheça a arte do fotógrafo brasileiro Vik Muniz. Nascido em São Paulo mas residindo e trabalhando em Nova York, Vik ficou famoso e conquistou o mundo da arte com seu projeto Sugar Child. Como foi feito? Em uma plantação de açúcar, Muniz fotografou os filhos dos operários, e usando papel escuro e diferentes tipos de açúcar, reproduziu as imagens previamente fotografadas e as fotografou novamente. Pura meta-linguagem recursiva…

Mas nada é inusitado o suficiente para Muniz, que possui no seu repertório obras semelhantes feitas com geléia, manteiga de amendoim, arame, fios, poeira, papel, calda de chocolate e até macarrão com molho. O limite da criatividade de Vik é inexistente: tudo vira obra de arte e mais importante que isso, tudo conta uma história sobre o objeto da fotografia original e o material utilizado.

O reconhecimento, segundo o artista, levou 17 anos para acontecer da noite para o dia. Parece paradoxal, mas não é. A base construída propiciou que ele se tornasse o “queridinho” da arte contemporânea, e lhe rendesse não só inúmeras exposições, mas seu trabalho exposto em catálogos famosos e a honra de ser convidado a organizar uma exposição no mais influente museu de arte moderna do mundo, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA): ele foi o curador da nona versão da Artist’s Choice (Escolha do Artista), que ocorreu entre 2008 e 2009. Em janeiro de 2010, o documentário “Lixo Extraordinário” sobre seu trabalho com catadores de lixo em Duque de Caxias foi premiado no Festival de Sundance. No Festival de Berlim, também em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e o de  público na mostra Panorama.

A expressão “Thinking outside of the box” (pensar fora da caixa) é pouco para definir Vik Muniz. Com um trabalho diferente, criativo e multi-significante, ele não apenas usa elementos diferentes para montar suas obras, mas faz um trabalho de imersão nesse materiais e conta uma história com eles. Assim, suas fotos não são fotos, são estudos sobre materiais que se revertem em montagens que se revertem em fotos. Não é a toa que Vik Muniz está merecidamente espalhado em galerias e coleções particulares no mundo todo.

Portfólio: vikmuniz.net

Portfólio: vikmuniz.net

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Temporal: o sagrado e o profano de Stephan Doitschinoff (Calma)

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Apesar do nome complicado que vem de sua ascendência búlgara, Stephan Doitschinoff é um brasileiro nascido em São Paulo, 1977, que atende pela alcunha de Calma, uma corruptela de COM ALMA em latim. Autoditada, Calma tem o sincretismo religioso como fonte inesgotável de inspiração: filho de um pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas, com passagem por terreiros de umbanda e grupos Hare Khrishna e estudos da filosofia do  zen budismo e do taoísmo, sua arte é a junção dos simbolismos de todas essas religiões, e outras mais.

Em sua trajetória houveram exposições individuais em Londres, Nova York e São Paulo. O ganhador do segundo lugar no prêmio Jabuti de ilustração, pelo livro “Palavra Cigana”, nos anos 90, e antes de trabalhar com murais e telas, fazia cenários de shows de bandas punk e capas de discos, incluindo a capa do álbum “Dante XXI” do Sepultura em 2006.

Em 2005, Calma que sempre morou em grandes centros, no Brasil e fora dele, resolveu se isolar em um estúdio no meio do mato, em uma cidade do interior da Bahia, Lençóis. De lá ele envia suas obras para São Paulo, onde são rapidamente vendidas. Com a intenção de se aprofundar no folclore e na arte popular, em suas visitas a casa em busca de santuários e oratórios para estudar, iniciou um projeto paralelo grandioso e espetacular: pintar uma cidade inteira. Depois das primeiras casas pintadas, os próprios moradores procuravam por Calma solicitando que suas casas também fossem pintadas com sua arte excepcional, que juntando o sagrado e o profano e suas visões de , mostra a trajetória das crenças religiosas em um país tomado pelo sincretismo, os mitos e as lendas…

Calma deixou Lençóis (BA) em 2008 deixando para trás uma impressionante instalação urbana feita através de sua intervenção na cidade com a colaboração de todos os moradores. Desde então já participou de várias mostras (destaque para a mostra De Dentro para Fora/ De Fora para Dentro no Museu de Arte de São Paulo) e recebeu vários prêmios como o Artista Revelação de 2009 da  Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura vindo da Fundação Nacional das Artes e do Ministério da Cultura.  No momento Calma segue com seu trabalho que incita uma reflexão sobre a relação de nossa herança cultural com o contemporâneo.

Portfólio: myspace.com/stephan_doitschinoff

Assistam ao documentário Temporal: a arte de Stephan Doitschinoff

Portfólio: myspace.

com/stephan_doitschinoff

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O projeto “Paredes – Arranhar a Superfície” de Alexandre Farto (Vhils)

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/05/2010 by Bronx1985

Alexandro Farto, vulgo Vhils, é um criativo artista português de rua que, assim como muitos outros neste blog, criou e pratica uma técnica única de expressão em arte. Seu projeto “Arranhar a Superfície” consiste na raspagem de muros e fachadas diversos para fins de representação dos mais vários estilos de desenhos, retratos e singularidades da imaginação dos português.

Suas riscas encontram-se espalhadas pelas mais variadas metrópoles, como Moscou, Roma, Londres, Nova York e, obviamente, algumas cidades de Portugal. Reconhecido por muitos como verdadeiras obras primas em expressionismo moderno, dados os marcantes traços obtidos sem o auxílio de tintas e/ou outros materiais de pintura quaisquer.

De preferências confessas por figuras históricas e celebridades, as raspagens em muros de Farto são tão inusitadas em concepção e realização que chamam a atenção pela gostosa harmonia que fazem quando em contraste com o cenário urbano diverso, que em primordial encontra-se em decadência e muitas vezes de cores sólidas e frias.

Portfólio: alexandrefarto.com

Portfólio: alexandrefarto.com

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