Arquivo para Nova York

Paco Pèregrín: Acadêmico, Mas com Instinto

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/01/2011 by Adriana Almeida

Paco Pèregrín é um fotógrafo espanhol formado em Belas Artes pela Universidade de Sevilha, com especialização em diversas instituições famosas como o Centro Internacional de Fotografia de Nova York, a Universidade Saint Martins de Arte e Design de Londres e o Centro Andaluziano de Arte Contemporânea, só pra citar algumas. Mas não é seu extenso currículo acadêmico que impressiona.

Seu domínio acadêmico da técnica até pode tê-lo ajudado, mas é também seu inegável talento, olhar clínico e criatividade que entram em cena produzindo fotografias que criam um misto de sensações e prendem nossa atenção.

Trabalhando ao lado da dupla de estilistas Kattaca (Carol Gamarra e Mario Ville), ele tem produzido peças únicas, que saem da esfera da moda e se transformam em arte, pura e simples.

Portfólio: pacoperegrin.com

Portfólio: pacoperegrin.com

John Battaglia e a Vida Como Ela É

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/11/2010 by Adriana Almeida

John Battaglia é um jovem fotógrafo de Nova York com um olhar privilegiado para o cotidiano urbano. Armado de uma câmera 35mm ele capta a vida em sua realidade e em seu sonho, nos seus detalhes mais mundanos e por isso mesmo, mais significativos.

Grande parte de suas fotos explora o movimento desenfreado das cidades em contrapartida a um detalhe estático e congelado no tempo: uma pessoa, um reflexo, um detalhe. O criador, pequeno e frágil e suas criaturas grandiosas e rápidas, a verdadeira síntese dos grandes centros urbanos.

Portfólio: johnbsite.com

Portfólio: johnbsite.com

Steven Tabbutt e os Arquétipos do Inconsciente Coletivo

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/10/2010 by Adriana Almeida

O americano Steven Tabbut tem suas ilustrações expostas pelo mundo todo, em cidades como Nova York, Paris, Londres e Tóquio, e possui inclusive exposições regulares na Galeria Yokiko Kawase. Ele já recebeu incontáveis prêmios por seu trabalho que mistura o realismo e o simbólico de maneira sutil e integrada. Entre seus clientes regulares, estão os jornais The New York Times e o The Wall Street Journal.

Retratando personalidades contemporâneas em suas características mais fundamentais ou figuras simbólicas, literalmente arquétipos, em suas personificações em nosso imaginário, sua obra é fluida, repleta de cores vivas que se contrastam com tons pastéis, e mesclando diferentes técnicas para trazer vida às suas imagens. Trata-se de uma viagem ao inconsciente coletivo, mas de uma forma tão natural, que nos conduz quase imperceptivelmente para o fundo de nossas almas.

Portfólio: steventabbutt.com

Portfólio: steventabbutt.com

O Retrô Onírico de Eric White

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 04/10/2010 by Adriana Almeida

Eric White nasceu em Michigan (EUA) e hoje vive e trabalha em Nova York, mas seu trabalho cruzou as fronteiras e está exposto por todo o mundo. O trabalho de White pode ser visto em incontáveis galerias, incluindo uma conceituada exibição solo no Earl McGrath Gallery em fevereiro 2004,que lhe abriu portas para diversas outras exposições em museus e galerias famosas fora do solo americano.

Dizer que o trabalho de Eric cruzou fronteiras, é quase um trocadilho, pois ver sua obra é quase uma experiência de assistir episódios de Além da Imaginação… é um cruzar fronteiras de realidades, dimensões e épocas.

O foco principal é uma Hollywood dos anos 40, com um “quê” Noir de detetives, por si só bastante apelativa ao imaginário. A técnica é a de emular alterações de foco e exposições fotográficas múltiplas, sobrepondo imagens onde conscientemente elas não deveriam estar, mas no plano do inconsciente, é justamente o local onde elas pertencem. O resultado é algo que ultrapassa o conceito do surreal, lembrando mais a experiência de sonhar, onde elementos desconexos se juntam e trazem um novo sentido para as experiências cotidianas. Trata-se daquelas obras que não são para ser descritas, e sim vistas, e sobretudo, sentidas.

Portfólio: ewhite.com

Portfólio: ewhite.com

Livros com Frete Grátis nas compras acima de R$ 39! - Submarino.com.br

Peça por peça: as Esculturas de Nathan Sawaya

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/08/2010 by Adriana Almeida

Quem é que nunca brincou de LEGO e liberou o escultor que vive dentro de cada um de nós? O artista plástico Nathan Sawaya pegou essa brincadeira e levou a um outro nível, totalmente diferente. Nascido em 1973 nos Estados Unidos, Natan teve seu primeiro contato com LEGO aos 5 anos de idade. Desde sempre talentoso e criativo, ele levou a sério o lema de “exercitar a sua criatividade com LEGO“. Ele conta que aos 10 anos, quando seus pais lhe negaram um desejado cachorro, ele construiu um em tamanho real. Como ele possuia somente as peças básicas na época (e só tinha 10 anos) não saiu lá um primor, mas foi seu companheiro de brincadeiras.

Nathan chegou a se formar em advocacia. Mas quando o site com suas obras em Lego saiu do ar por excesso de visitas, ele  resolveu se dedicar ao Lego, o que faz por prazer ou sob encomenda, para grandes empresas ou clientes individuais. Um dos seus trabalhos mais recentes foi uma réplica de 5 pés de altura (e uma televisão tela plana acoplada) de um Blackberry 9369 feito para divulgação do produto.

Nem todos os seus trabalhos são comerciais. A peça Yellow por exemplo, mostra uma réplica de um humano todo em peças de LEGO amarelas, de peito aberto, por onde outras peças de Lego saem e se espalham.  Nathan transforma os mundanos blocos de LEGO em peças completas, complexas, cheias de significado, abertas a interpretação, e ricas em detalhes… E por isso, tem seu talento reconhecido.

Além dos vários clientes corporativos e individuais, Sawaya expõe seu trabalho em museus. A exposição “The Art of the Brick” foi a primeira grande exposição em um museu americano que teve como únicas peças expostas o uso de blocos de construção LEGO como meio de Arte.Além disso, o trabalho de Nathan faz parte de diversas coleções, incluindo as do “The Strong National Museum of Play” em Nova York, “Bellaire Historic Society and Toy Museum” em Ohio e “The New Orleans Public Library”, uma exposição pública de arte em Nova Orleans, Louisiana. E ele ainda tem muitas peças esperando para serem montadas…

Portfólio: brickartist.com

Portfólio: brickartist.com

Livros - Submarino.com.br

A Lente Crítica de Mr. Toledano

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19/07/2010 by Adriana Almeida

Philip Toledano, um inglês que vive em Nova York, acredita que fotografia seja um espaço privilegiado para levantar dúvidas e questões instaurando no espectador a reflexão, o suspense e o questionamento. Levando sua crença às últimas consequências, Mr Toledano, como é conhecido, faz de suas fotografias palco de uma guerra do imaginário contra si próprio. Retratando em especial a sociedade norte-americana, mas lembrando que ela é espelho da maior parte da cultura ocidental, ele aponta de forma muitas vezes nada sutil os valores que a mobilizam e consequentemente, a constroem e a destroem.

Mr Toledano já foi diretor de arte de propaganda em agências como TBWA/Chiat/Day e Fallon. Seu trabalho tem sido exibido em Nova York, Europa e na Ásia, e aparecido em jornais e revistas como New York Times, Interview, Vanity Fair, Le Monde, The London Times, Details, GQ e Esquire.

Suas fotografias são plásticas, com enquadramentos e iluminação milimetricamente planejados e complementadas por figurinos e acessórios sempre elaborados. O resultado final é sempre ácido e crítico, mas sem perder um ar jocoso e bem humorado. Percorrendo todos os clichês da sociedade americana e tratando de temas complexos como religião, preconceito, consumo e armas, as fotografias de Mr Toledano são sempre convites abertos à reflexão.

Portfólio: mrtoledano.com

Portfólio: mrtoledano.com

Livros com Frete Grátis nas compras acima de R$ 39! - Submarino.com.br

Mestre das Ilusões: os foto ensaios de Vik Muniz

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/07/2010 by Adriana Almeida

Você precisa treinar seus olhos. O que você está vendo não é o que parece, mas é exatamente o que você está vendo. Confuso? Conheça a arte do fotógrafo brasileiro Vik Muniz. Nascido em São Paulo mas residindo e trabalhando em Nova York, Vik ficou famoso e conquistou o mundo da arte com seu projeto Sugar Child. Como foi feito? Em uma plantação de açúcar, Muniz fotografou os filhos dos operários, e usando papel escuro e diferentes tipos de açúcar, reproduziu as imagens previamente fotografadas e as fotografou novamente. Pura meta-linguagem recursiva…

Mas nada é inusitado o suficiente para Muniz, que possui no seu repertório obras semelhantes feitas com geléia, manteiga de amendoim, arame, fios, poeira, papel, calda de chocolate e até macarrão com molho. O limite da criatividade de Vik é inexistente: tudo vira obra de arte e mais importante que isso, tudo conta uma história sobre o objeto da fotografia original e o material utilizado.

O reconhecimento, segundo o artista, levou 17 anos para acontecer da noite para o dia. Parece paradoxal, mas não é. A base construída propiciou que ele se tornasse o “queridinho” da arte contemporânea, e lhe rendesse não só inúmeras exposições, mas seu trabalho exposto em catálogos famosos e a honra de ser convidado a organizar uma exposição no mais influente museu de arte moderna do mundo, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA): ele foi o curador da nona versão da Artist’s Choice (Escolha do Artista), que ocorreu entre 2008 e 2009. Em janeiro de 2010, o documentário “Lixo Extraordinário” sobre seu trabalho com catadores de lixo em Duque de Caxias foi premiado no Festival de Sundance. No Festival de Berlim, também em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e o de  público na mostra Panorama.

A expressão “Thinking outside of the box” (pensar fora da caixa) é pouco para definir Vik Muniz. Com um trabalho diferente, criativo e multi-significante, ele não apenas usa elementos diferentes para montar suas obras, mas faz um trabalho de imersão nesse materiais e conta uma história com eles. Assim, suas fotos não são fotos, são estudos sobre materiais que se revertem em montagens que se revertem em fotos. Não é a toa que Vik Muniz está merecidamente espalhado em galerias e coleções particulares no mundo todo.

Portfólio: vikmuniz.net

Portfólio: vikmuniz.net

Livros - Submarino.com.br