Arquivo para morte

Do Drama à Vida, a África em Preto e Branco, Fotografias de Nick Brandt

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/11/2011 by Bronx1985

Distintamente preocupado no retratar de uma África selvagem além daquela já comumente difundida em muitos portfólios de fotógrafos diversos, o inglês Nick Brandt é explícito ao dizer que suas intenções junto a este continente, considerado o berço da humanidade, são as de pronunciar em imagens todo o mistério e momento dramático existentes na retilínea paisagem, selvagens animais e curiosa vida humana local.

Partindo destes princípios poéticos, artísticos e aquém dos já difundidos gêneros documentários praticados, as diferenças do trabalho do inglês para todos os demais já feitos deste continente vão além, Nick Brandt não se utiliza do zoom de sua câmera e também não faz uso de lentes telephoto, fato que o obriga a ficar muito próximo dos selvagens animais a serem fotografados, às vezes poucos metros, e que também o permite capturar toda a abrangência e plenitude da paisagem ao redor, além de suas fotografias serem feitas sempre em preto e branco, o que enaltece os detalhes nas imagens e agrega valor à essência poética proposta.

Com ótimas críticas feitas ao seu trabalho por parte de revistas e periódicos em fotografias, Nick Brandt é genial por agregar o inusitado ao já belo por natureza, seu talento para com uma câmera fotográfica só não é maior que o seu expressivo respeito pela natureza, visto que é a junção de tais características que fazem do inglês um verdadeiro e completo artista fotógrafo.

Portfólio: nickbrandt.com

Portfólio: nickbrandt.com

Violência Vermelha, as Marcantes Fotografias de Richard Mosse

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17/11/2011 by Bronx1985

Inerente ao ser humano e presente em toda a sua história, a violência é produto das relações sociais e marca para dividir opiniões, crenças religiosas e qualquer outra forma de expressão mundana promovida pelo dinheiro e com fins ao mesmo. Dentro deste contexto de guerras e sangue, o fotógrafo inglês Richard Mosse apresenta-nos seu marcante foto ensaio originalmente intitulado “Infra”, com imagens feitas em Kivu do Norte, região da dita Republica Democrática do Congo, continente africano.

Por si só as imagens transparecem a tensão armada que a região vive, de modo que se observa crianças desde cedo sendo alistadas e juntando-se à rebeldes nesta dita guerra social onde crimes como estupros, assassinatos, saques e destruição da casas e propriedades predominam.

Explicitamente manipuladas em Photoshop a fim de realce da cor vermelho, é intenção nítida do fotógrafo inglês o destaque desta cor que representa o sangue daqueles que perderam ou ainda perderão suas vidas nestes confrontos armados. Sentimentos como o de discórdia, injustiça e desrespeito ao ser humano são trazidos a tona através de uma contemplação mais sincera do trabalho fotográfico de Richard Mosse, visto que suas imagens encontram-se em destaque pelas mais distantes galerias espalhadas pela Europa, América do Norte e até mesmo alguns países do Oriente, ainda que este confronto armado não seja assim destaque em mídias televisivas e impressos jornalísticos.

Portfólio: richardmosse.com

Portfólio: richardmosse.com

Prospectos de Vida e Morte, as Fotografias de Malcolm Browne

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28/06/2011 by Bronx1985

Nascido e criado em New York, EUA, Malcolm Browne, foi encarregado de reportar à América a Guerra da Indochina em meados de 59 a 61, sempre com muita imparcialidade e fiel devoção ao poder de representatividade que uma imagem tem sob uma nação, Browne sempre foi considerado um devoto da verdade acima de todas as premissas.

Suas fotografias, dentre muitos outros aspectos também nítidos e chocantes, remetem a questões de injustiça social, preconceitos, degradação humana e demais conseqüências de guerras, desigualdades sociais e intolerâncias culturais. Em seu vasto portfólio, sua fotografia de maior destaque (figura 1 abaixo) fora capturada em 1963 e retrata a auto-imolação do monge budista Thich Quang Đức em protesto contra a perseguição do regime vietnamita aos monges e culturas budistas.

Ganhador dos prêmios World Press Photo of the Year (1963) e Pulitzer Prize for International Reporting (1964), Browne mais tarde trabalhou como escritor de ciências, publicando os livros The New Face of War e Muddy Boots and Redsocks, posteriormente voltou a trabalhar no The New YorkTimes,visto que já havia desempenhado funções de fotógrafo nos anos 60 e 70 para o jornal, mas desta vez exerceu a função de manter uma coluna de artigo sobre ciência.

Wikipédia: wikipedia.org/malcolm_browne

A Entediante Rotina de um Super-Herói, Foto Ensaio de Gregg Segal

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/06/2011 by Bronx1985

Quem alguma vez já caminhou pelas famosas ruas da Hollywood Boulevard, sabe que a cada esquina é inevitável não se deparar com um artista de rua qualquer em trajes de super-heróis bem estilo Marvel Comics a esperada de uns trocados por uma fotografia de lembrança. Muitos destes artistas chegaram a Hollywood com esperanças de um dia tornarem-se famosos nos trabalhos da indústria freelancer, mas as suas singelas apresentações na famosa e ingrata Hollywood Boulevard pode ser o mais próximo que estes artistas anônimos chegarão do estrelato e dos seus sonhos de riqueza e luxúria.

Mascarados como ícones e posando para fotos com turistas de todo o mundo, confere-lhes um sentimento ilusório de estrelato. Mais do que ninguém, eles definem  a Hollywood contemporânea.

O ensaio aqui apresentado pelo fotógrafo norte americano Gregg Segal traduz em fiéis imagens a pacata, rotineira e, por vezes, medíocre vida destes super-heróis anônimos que ganham a vida como representações do perfeito para o imaginário dos turistas, porém quando chegam às suas casas, deparam-se com a realidade dos seus cotidianos de meros e simplórios mortais. Uma crítica inteligente e bem humorada ao tão famoso e já desgastado american dream.

Portfólio: greggsegal.com

Portfólio: greggsegal.com

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As Guerras dos Homens sob as Lentes de Robert Capa

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/05/2011 by Bronx1985

Robert Capa, cujo nome verdadeiro era Endre Ernő Friedmann nasceu em Budapeste no dia 22 de Outubro de 1913, sendo encontrado morto em Thai-Binh, Vietnã, em 25 de Maio de 1954, foi um cidadão húngaro e um dos mais célebres fotógrafos de guerra, Capa cobriu os mais importantes conflitos da primeira metade do século XX: a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa (em Londres, na Itália, a Batalha da Normandia em Omaha Beach, e a liberação de Paris), no Norte da África, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina.

Suas fotografias, muito mais do simples registros de guerras, tinham a capacidade ímpar de levar aos observadores muito mais do que se destinavam a representar, Capa se tornou famoso pelos sentimentos que suas fotos possuíam, o húngaro possuía um talento sem precedentes para a captura de emoções humanas em tempos de desgraça e mortes infindáveis.

Em Junho de 1944 participa no desembarque da Normandia, o Dia D. Depois da guerra, com David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, funda a Agência Magnun (constituída oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, ocupa-se na organização da estrutura, partindo em seguida para o “terreno”.

Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar sobre uma mina terrestre. Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera permanecia entre suas mãos.

Agência Magnun

Agência Magnun

A Vida, A Morte e As Fotografias de Kevin Carter

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11/05/2011 by Bronx1985

Kevin Carter, nascido em 13 de setembro de 1960, foi um premiado fotógrafo jornalístico da África do Sul, muito famoso por suas imagens fortes sempre de cunho jornalístico que retratavam em sua maioria as questões sócias do seu continente natal, assim como a desigualdade social, a má distribuição de renda, o preconceito e a séria questão da fome na África.

Sua foto mais conhecida e que chocou o mundo quando revelada em 1993, trata-se de uma imagem de uma menina nos adentros do continente africano que havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar a um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre abrisse suas asas. Não o fez. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina.
Em 2 de abril de 1994 Nancy Buirski, um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prêmio de fotografia. Carter foi condecorado com o Prêmio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque.

Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade, deixando do nos um portfólio não tão extenso quem questões de quantidade de fotografia, porém algumas tão notáveis quanto reflexivas até hoje para a humanidade como um todo.

Partes da nota de suicídio de Carter diziam:
“_Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… Se eu tiver sorte, vou me juntar ao Ken…”