Arquivo para ideias

A Complexa Arte de Stephan Balleux

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21/12/2010 by Adriana Almeida

Cores, texturas, formas e dimensões. Experiências em 3D e mídias alternativas. Uma descrição pouco pensada ou uma olhada pouco atenta ao trabalho de Stephan Balleux, e poderíamos estar falando de um pintor abstrato ou um artista digital. Mas esse não é Stephan. Ele é o encontro entre o figurativo e o abstrato, o tradicional e o contemporâneo, o novo e o velho em um único indistinto pacote.

As cores se misturam em diferentes direções. Parece uma caótica dança do acaso que por pura gestalt calhou de parecer um retrato. Mas está tudo ali intencionalmente em movimento, revelando significados, derramando sensibilidade, envolvendo o clássico em outra roupagem. A mesma técnica, colocada lado a lado com uma imagem figurativa, dão ao suposto movimento caótico das tintas um aspecto quase místico, em uma experiência que nosso plano físico é quase incapaz de compreender, mas que absorve sentimentos e idéias. Stephan Balleux é complexo demais para ser descrito ou rotulado, sendo uma experiência sensorial que chega a cada um, e dependendo da peça em questão, de uma maneira diferente.

Portfólio: stephan-balleux.com

Portfólio: stephan-balleux.com

O Eu Surreal de Manu Pombrol

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/11/2010 by Adriana Almeida

O fotógrafo espanhol Manu Pombrol se vê como todos nós deveríamos nos ver: único. Misturando o real e o surreal, ele se mostra em uma interessantíssima série de auto-retratos.

Através de programas como Photoshop e Lightroom, ele manipula seus auto-retratos revelando suas idéias no momento, facetas de sua personalidade, suas dúvidas e suas angústias. A série é bem feita e bem humorada, mas é bem mais. Dessa mistura de bom humor e surrealismo, ele nos chama atenção para nosso bem mais importante: a individualidade, ou, como é o título de uma das peças, as “coisas que te fazem se sentir único” (Cosas Que Te Hacen Sentir Único).

Portfólio: flickr.com/manusanchez

Portfólio: flickr.com/manusanchez

As Surreais Montagens de Billy Anjing

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 08/10/2010 by Adriana Almeida

O Surrealismo, movimento artístico surgido na década de 1920 que combina o abstrato, o irreal e o inconsciente, tem recebido cada vez mais frequentemente roupagens contemporâneas atreladas às angustias do homem do século 21. A colagem (e sua releitura atual, a montagem digital) sempre foi uma das técnicas do surrealismo mais características, justamente por propiciar a fuga do óbvio, a leitura literal das idéias inconscientes e um caminho aberto para o simbolismo.

Em Bandung, na Indonésia, Billy Anging tem feito uma interessante leitura do surrealismo em si, e da técnica da colagem,com peças extremamente significativas, oníricas e cujos títulos encontram reflexo em nossos pensamentos, preocupações e angústias mais atuais.

Portfólio: billyanjing.deviantart.com

Portfólio: billyanjing.deviantart.com

Love Is In The Air: A Arte em Vinil de Carlos Aire

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/09/2010 by Adriana Almeida

O espanhol Carlos Aires que hoje divide seu tempo entre a Espanha e a Bélgica e é mais conhecido por seu trabalho como fotógrafo, resgata a mídia de um tempo, para alguns remoto, para outros, bem recente, e faz arte com os discos de vinil que foram aposentados pela era do CD.

O projeto foi batizado como “Love is in the air”, em uma referência a um disco de John Paul Young, de 1977, que foi hit, e hoje é quase um ícone da época. Os discos são milimetricamente cortados com laser sob a forma de silhuetas, o que já seria interessante por si só, dada a perfeição do corte e o aspecto divertido do resultado. Mas em adição, as formas escolhidas estão intimamente ligadas ao título ou conteúdo do disco usado como matéria prima, brincando com conceitos e idéias da época vistas sob o prisma dos dias atuais, de uma forma extremamente bem humorada e crítica. O disco “Touch Me”, por exemplo, se vê transformado em um homem musculoso, e assim sucessivamente.

Como um extra no interesse desse trabalho de Carlos, que é conhecido pelo seu gosto por uma polêmica, boa parte das silhuetas foram cortadas segundo um curioso critério: em uma busca no google com as palavras “Pornografia” e “Catástrofe”, ele selecionou fotografias aleatórias que iriam dar forma ao disco de vinil, relacionando-as com o título do álbum. Um complexo trabalho de associação, com uma mensagem subliminar pra lá de controversa.

Portfólio: carlosaires.com

Portfólio: carlosaires.com

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A Arte Simbólica e Filosófica de Edward Bateman

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/08/2010 by Adriana Almeida

Edward Bateman é um artista digital americano, nascido em 1962, e sua arte é um manifesto filosófico. Em sua página, ele diz: “Cada objeto existe em dois mundos. Um deles é o real, que nós conhecemos através de nossos sentidos e outro só existe em nossas mentes. É neste reino mental onde os objetos assumem as propriedades da metáfora e do sentido.”

Essa é uma premissa antiga, que remonta dos filósofos gregos aos pensadores modernos, e reflete a própria arte como um todo. A coexistência do mundo tangível e do mundo das idéias, e a co-dependência dessas duas instâncias, poderia ser a explicação última para o efeito avassalador de uma obra de arte em nossas mentes, como se finalmente as duas realidades tivessem agora uma ponte, por onde podemos percorrer e pudéssemos, enfim, compreender o universo.

Uma chave não é uma chave. É uma ideia. É um símbolo. É um discurso filosófico que abre portas. E assim se repete em todos os objetos que vemos. Eles são seu corpo físico e ao mesmo tempo, a ideia que a eles associamos, criando seu significado, ao mesmo tempo primário e final.

Ao fazer arte 3D, modelando objetos dentro de um computador, Bateman faz quase um meta discurso. Seus objetos não são reais porque são imagens, mas também não são reais porque são a idéia desse objeto, pertencentes ao que Platão chamava de Mundo das ideias. Associando em suas imagens diversos objetos de forma delicada e intrincada, Bateman nos convida a cruzar essa ponte que separa os dois mundos, onde signo e significado finalmente se encontram, nos levando a um sentimento de completude.

Portfólio: xmission.com/capteddy

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