Arquivo para Estados Unidos

As Mórbidas Ilustrações de Grayson Castro

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29/08/2010 by Adriana Almeida

Grayson Castro é um ilustrador nascido no Texas que quando criança tinha “A Noite dos Mortos-Vivos” como seu filme predileto. Fez faculdade de pintura sem produzir uma única peça relacionada a zumbis e, de repente, começou a pintar um retrato dessa aterrorizante criatura e descobriu alí seu nicho: ele é especialista nas mais bizarras peças “zumbificando” os belos retratos que faz.

O apelo pop e mórbido dos mortos-vivos não é novidade, mas ainda assim, continua a cativar o público de estranhas maneiras. As pinturas de Grayson não são diferentes: exercem um inesperado fascínio, algo entre o nojo e a admiração, e prendem a nossa atenção. Talvez seja o fato de que as imagens são originalmente lindas, de uma estética impecável, e então, são horrorizadas pela morte, sangue, vísceras e o clássico olhar vazio que acompanha a mítica zumbi. E ninguém escapa: o presidente Obama transformado em zumbi é imperdível, e impagável!

Portfólio: graysoncastro.com

Portfólio: graysoncastro.com

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As Incríveis Instalações em Papel de Jeff Nishinaka

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27/08/2010 by Adriana Almeida

Em Los Angeles, Jeff Nishinaka dobra folhas e mais folhas e monta impressionantes esculturas feitas de papel. Especialista nesse tipo de escultura, ele dá uma nova vida à milenar arte do origami. Utilizando-se em especial de papel branco e focos de luz para ressaltar as dobraduras, ele esculpe os mais variados temas: cenas da natureza, anatomia humana, ícones da modernidade… tudo vira instalação nas mãos desse talentoso artista.

Suas maquetes e quadros em 3D com impressionantes jogos de sombra e múltiplas camadas, saltam da parede e saltam aos olhos. O detalhamento é tão sofisticado, que parecem ter sido esculpidas em carrara ou outro material nobre, e não nas cotidianas e pouco valorizadas folhas de papel. Tamanho também não é um problema: suas esculturas variam de mais de 6 metros quadrados até míseras dezenas de centímetros, dependendo do tema escolhido e do uso que a obra pretende, já que além da arte pela arte, suas instalações também são usadas em peças de publicidade, destacando o produto (normalmente moda) a ser vendido como poucos outros cenários. Vale a pena conferir!

Portfólio: jeffnishinaka.com/

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Peça por peça: as Esculturas de Nathan Sawaya

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 09/08/2010 by Adriana Almeida

Quem é que nunca brincou de LEGO e liberou o escultor que vive dentro de cada um de nós? O artista plástico Nathan Sawaya pegou essa brincadeira e levou a um outro nível, totalmente diferente. Nascido em 1973 nos Estados Unidos, Natan teve seu primeiro contato com LEGO aos 5 anos de idade. Desde sempre talentoso e criativo, ele levou a sério o lema de “exercitar a sua criatividade com LEGO“. Ele conta que aos 10 anos, quando seus pais lhe negaram um desejado cachorro, ele construiu um em tamanho real. Como ele possuia somente as peças básicas na época (e só tinha 10 anos) não saiu lá um primor, mas foi seu companheiro de brincadeiras.

Nathan chegou a se formar em advocacia. Mas quando o site com suas obras em Lego saiu do ar por excesso de visitas, ele  resolveu se dedicar ao Lego, o que faz por prazer ou sob encomenda, para grandes empresas ou clientes individuais. Um dos seus trabalhos mais recentes foi uma réplica de 5 pés de altura (e uma televisão tela plana acoplada) de um Blackberry 9369 feito para divulgação do produto.

Nem todos os seus trabalhos são comerciais. A peça Yellow por exemplo, mostra uma réplica de um humano todo em peças de LEGO amarelas, de peito aberto, por onde outras peças de Lego saem e se espalham.  Nathan transforma os mundanos blocos de LEGO em peças completas, complexas, cheias de significado, abertas a interpretação, e ricas em detalhes… E por isso, tem seu talento reconhecido.

Além dos vários clientes corporativos e individuais, Sawaya expõe seu trabalho em museus. A exposição “The Art of the Brick” foi a primeira grande exposição em um museu americano que teve como únicas peças expostas o uso de blocos de construção LEGO como meio de Arte.Além disso, o trabalho de Nathan faz parte de diversas coleções, incluindo as do “The Strong National Museum of Play” em Nova York, “Bellaire Historic Society and Toy Museum” em Ohio e “The New Orleans Public Library”, uma exposição pública de arte em Nova Orleans, Louisiana. E ele ainda tem muitas peças esperando para serem montadas…

Portfólio: brickartist.com

Portfólio: brickartist.com

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A Arte Simbólica e Filosófica de Edward Bateman

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/08/2010 by Adriana Almeida

Edward Bateman é um artista digital americano, nascido em 1962, e sua arte é um manifesto filosófico. Em sua página, ele diz: “Cada objeto existe em dois mundos. Um deles é o real, que nós conhecemos através de nossos sentidos e outro só existe em nossas mentes. É neste reino mental onde os objetos assumem as propriedades da metáfora e do sentido.”

Essa é uma premissa antiga, que remonta dos filósofos gregos aos pensadores modernos, e reflete a própria arte como um todo. A coexistência do mundo tangível e do mundo das idéias, e a co-dependência dessas duas instâncias, poderia ser a explicação última para o efeito avassalador de uma obra de arte em nossas mentes, como se finalmente as duas realidades tivessem agora uma ponte, por onde podemos percorrer e pudéssemos, enfim, compreender o universo.

Uma chave não é uma chave. É uma ideia. É um símbolo. É um discurso filosófico que abre portas. E assim se repete em todos os objetos que vemos. Eles são seu corpo físico e ao mesmo tempo, a ideia que a eles associamos, criando seu significado, ao mesmo tempo primário e final.

Ao fazer arte 3D, modelando objetos dentro de um computador, Bateman faz quase um meta discurso. Seus objetos não são reais porque são imagens, mas também não são reais porque são a idéia desse objeto, pertencentes ao que Platão chamava de Mundo das ideias. Associando em suas imagens diversos objetos de forma delicada e intrincada, Bateman nos convida a cruzar essa ponte que separa os dois mundos, onde signo e significado finalmente se encontram, nos levando a um sentimento de completude.

Portfólio: xmission.com/capteddy

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A Arte Sem Fronteiras de Christian Guémy (C215)

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26/07/2010 by Adriana Almeida

Christian Guémy, conhecido como C215, faz Stencil Graffiti pelas ruas do mundo. Em meio ao cinza das paisagens urbanas, seu trabalho, de cores vivas ou contrastes intensos, pode ser visto na França, Rússia, Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Grécia Brasil… para esse francês, o mundo literalmente não tem fronteiras.

Guémy se diz influenciado por Ernest Pignon-Ernest, o excepcional artista de rua também francês que já na década de 1970 fazia trabalhos espetaculares com stencil e outras técnicas. Sobre seu estilo itinerante, ele diz: “(…) A arte de rua é como o surf, as pessoas nunca devem pintar duas vezes no mesmo lugar e devem viajar para experimentar novas situações, novas leis, novas sociedades e culturas”.

Sua filha Nina – sua maior fonte de inspiração – e seu auto-retrato, além de uma fotografia de Jon Cartwright, são recorrentes ao redor do mundo, mas c215 parece ter um olhar sensível ao ambiente em que trabalha, e seus estencils sempre refletem características da cidade onde está. Neste artigo, selecionamos seus trabalhos feitos nas ruas de São Paulo, mas os convido a visitar a galeria do artista para verem seu impressionante trabalho ao redor do mundo, sempre inspirado pela cultura local somado ao seu estilo característico.

Portfólio: flickr.com/c215

Portfólio: flickr.com/c215

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