Arquivo para Eisner Award

A Obra Irriquieta de Bill Sienkiewicz

Posted in FOTO ENSAIOS, PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/07/2010 by Adriana Almeida

Boleslav Felix Robert Sienkiewicz ou Bill Sienkiewicz (se pronuncia sin-KEV-itch) como é conhecido, é um ilustrador americano nascido em 1958 e ganhador de diversos prêmios (Eisner Award, 4 Eagle Award, Inkpot Award, Yellow Kid Award,The Gran Guigiri Award,Kirby Award, March of Dimes Award, Haxtur Award, Alpe de Huiz Award e Adamson Award) por seu trabalho em HQs.

Sua carreira se iniciou na Marvel como ilustrador do Quarteto Fantástico e Cavaleiro da Lua onde, ao imprimir seu estilo gráfico com colagens, inaugurou (e integrou) uma nova era de ‘arte sequencial‘ em histórias em quadrinho. Sua carreira inclui ilustração em incontáveis HQs além de ter sido responsável pela arte promocional de filmes como The Dark Knight, The Grinch, Unforgiven e Resident Evil. Também  ilustrou a biografia de Jimi Hendrix : Voodoo Child: The Legend of Ilustrated Jimi Hendrix; o álbum, The Charity of Night e em 1998 ele publicou o livro infantil, Santa My Life & Times: An Illustrated Autobiography.

O trabalho de Sienkiewicz é inconfundível. Por trabalhar em especial com pintura à óleo, colagem, mimeografia e outras técnicas incomuns nos quadrinhos, seu trabalho embora influenciado por outros nomes, como Dave McKean, Ashley Wood e Kent Williams, possui características tão pessoais que basta um olhar para que se saiba a autoria.

Sienkiewicz tem um estilo que é quase psicótico: múltiplas personalidades aparecem eu um único trabalho (e muitas vezes em um único desenho)  que é em parte caricatura, em parte puro realismo, com clara influência da arte abstrata, com toques de expressionismo e surrealismo e uma pitada de efeitos especiais que simulam movimento e temporalidade, como se a obra estivesse sempre em construção… Incapaz de ser definido por um único estilo, Bill Sienkiewicz transita por todos, e compõe peças que são únicas e complexas.

Portfólio: billsienkiewiczart.com

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Will Eisner e a Arte Sequencial Gráfica

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/07/2010 by Adriana Almeida

William Erwin Eisner, um americano nascido em 1917 e falecido em 2005, era um cartunista/quadrinista clássico no meu modo de ver. Seu traço, impecável, não possui arroubos de genialidade ou vanguardismo. É simples, direto, clean. São sem dúvida ilustrações interessantes, mas nunca me provocaram suspiros ou arrebatamento. Por isso, não estou aqui para apresentar a arte de Will Eisner, mas sim a contribuição que ele prestou a arte. Uma pequena inversão que em certo ponto, se confunde e volta ao seu traço.

Eisner é o mais importante artista da história das HQs e o responsável pelo desenvolvimento e pela evolução/revolução nesse gênero, transformando em canal de propagação artística e veículo de comunicação de vanguarda acessível às massas.

Desde sempre trabalhou com histórias em quadrinho. Mas o criador de clássicos como Spirit, teve seu ponto de virada em 1978, quando publicou “Um contrato com Deus“, a primeira Graphic Novel (cuja tradução literal é Novela Gráfica, ou seja, um romance em quadrinhos) da história da indústria gráfica. Alí inaugurou-se uma nova era, onde as HQs ganharam conteúdo e profundidade, tanto em textos como em arte. Nessa era da Arte Sequencial Gráfica, termo cunhado por Will Eisner, a arte encontrou um novo veículo e aquele veículo encontrou a arte.

Esses termos, “Graphic Novel” e “Arte sequencial gráfica“, foram considerados pedantes e pernósticos por alguns. A cultura underground é rançosa, e costuma se ressentir quando acreditam que alguém “traiu a causa”. Bandas de rock de porão ganham a alcunha de vendidos quando fazem sucesso; filmes cult passam a ser execrados pelos seus primeiros fãs quando atingem as grandes massas. E por isso, as tentativas de Will de transformar os quadrinhos em algo melhor que as mediocridades dos gibis com bichos e bonecos engraçadinhos com diálogos que tinham a profundidade de píres virados do avesso e desenhos multi-coloridos e previsíveis que possuiam ZERO de significado ou relevância, incomodou aqueles que tecem suas apreciações pelo que é cult muito mais do que pelo que possui real valor estético. Will dizia aos aspirantes a quadrinistas: “leiam livros, pensem em histórias inteligentes antes de pensar em desenhos espetaculares.” Os tais desenhos espetaculares, verdadeiras obras de arte vendidas em bancas de jornal, viriam no rastro desse conteúdo, dessa profundidade, desse valor literário. E de fato veio. Os diversos artistas que ganharam o Will Eisner award (criado em 1988) por seus trabalhos geniais em HQ que o digam…

Portfólio: willeisner.com

Portfólio: willeisner.com

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