Arquivo para cotidiano

Sandalism: Quando a Areia Ganha Vida

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/08/2010 by Adriana Almeida

Em Londres, seja na calada da noite ou em eventos mega badalados, uma nova forma de arte, ou melhor dizendo, uma velha forma de arte ganha ares contemporâneos e um novo nome. Os velhos castelos na areia se modernizaram e agora se chamam Sandalism, uma junção de Sand (areia) com vandalismo, mas um “vandalismo” saudável e artístico…

Um belo dia, ao chegarem para trabalhar, operários inglêses encontram seus montes de areia para construção, transformados em verdadeiras obras de arte, sem terem sequer a menor idéia de como elas haviam surgido. As esculturas feitas de areia ganharam a atenção do público e da mídia, se tornaram um movimento artístico e maravilharam operários, transeuntes locais e turistas pelos últimos 2 anos, quando o movimento parece ter começado.

As esculturas são efêmeras, desfeitas pelo vento ou pelo trabalho que recomeça no dia seguinte, mas falam diretamente ao público que passa atribulado por seu cotidiano, e desperta sorrisos de encantamento e admiração no meio de dias cinzas. Zara Gaza, uma das expoentes desse movimento, orgulhosa de provocar sorrisos nos moradores londrinos diz: “Sempre fui interessada em arte de rua e em algo que as pessoas tivessem fácil acesso”.

Portfólio: sandalism.co.uk

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Ricardo Newton e o Realismo Antropológico

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/08/2010 by Adriana Almeida

O professor de Desenho e Pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ricardo Newton, é nascido e criado no Rio de Janeiro, e pinta o cotidiano, a urbanidade, o Rio de Janeiro. Com uma estética realista mas que não se fecha em si mesma, sua obra parece estar cheia de reticências, como quem conta a primeira frase da história e espera o interlocutor a completar. Trabalhando normalmente com óleo sobre tela, Ricardo Newton já realizou várias exposições individuais e participou de inúmeras coletivas.

Em sua obra, homem e meio ambiente – e um meio ambiente que é urbano e contemporâneo – dialogam, trocam idéias e se completam formando cenas a primeira vista banais e corriqueiras, mas cheias de significados em si mesmas, que extrapolam a tela. Ricardo nos obriga a olhar o óbvio e repensá-lo, completando as lacunas da compreensão. Trata-se de um realismo antropológico, que para além de retratar o cotidiano, o estuda, esmiuça, procura por novos ângulos de observação da realidade.

Muitas de suas obras, ao invés de cenas, são recortes, lembrando uma pop-arte sem cores chapadas. Ao contrário: suas cores são tropicais, iluminadas, abertas, realistas. Sua obra nos convida a imaginar, quem é esse que beija sob a chuva, que dá as mãos na mesa do bar, que caminha solitário sob a noite carioca. E ao imaginar suas histórias, elas se confundem com as nossas, e nos vemos retratados em nossas idiossincrasias cotidianas…

Portfólio: ricardonewton.com

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Delicadeza nas Ruas: a Arte de David Walker

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12/07/2010 by Adriana Almeida

Até algum tempo atrás, ‘graffiti’ era sinônimo de pichação, vandalismo e sujeira. Mas hoje a rua é palco dos mais talentosos artistas e andar pelas grandes cidades pode nos revelar o inusitado, o delicado, o psicodélico e o ácido do cotidiano visto pelo olhos de ‘artistas da rua’ que armados de uma lata de tinta spray povoam a cidade com o nosso imaginário, invertendo o sentido do reconhecimento: ao invés de ir dos museus e coleções para o mundo, eles vão do mundo para os museus e coleções…

David Walker, residente em Londres, é um desses artistas que escolheu as paredes da cidade como tela. Em seus trabalhos mais atuais, ele vem trabalhando exclusivamente com o jet de tinta, e pintando os mais delicados retratos femininos, envoltos em mistério e sensibilidade. Seus retratos, normalmente monocromáticos ou duo-cromáticos, são decorados com psicodélicas rajadas de cores, acrescentando magia no seu realista e preciso traço, que apesar de ser feito com o spray da tinta, parece ter sido desenhado milimetricamente, tamanha a sua perfeição.

Hoje, membro do Scrawl Colective, David é reconhecido no circuito da arte de rua e é constantemente convidado a participar de exposições, além de reproduzir seu trabalho em mídias mais convencionais,com as quais já trabalhou anteriormente, para fulgurarem nas coleções particulares de apreciadores da arte no mundo todo.

Portfólio: artofdavidwalker.com

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Desenhando em Metal: as Instalações de Frank Plant

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 05/07/2010 by Adriana Almeida

Frank Plant é um americano que vive em Barcelona. Estudou escultura na Universidade de Artes, na Filadélfia e também estudou um ano no “Studio Art Centers International” em Florença, Itália. Trabalhou por um tempo fazendo cenografia teatro e dança, sem deixar de lado seu trabalho como escultor. Por volta de 1993, ele começou a desenvolver seus desenhos em aço: uma técnica inovadora que Frank passou a dominar. Em 1999 mudou-se para Barcelona, onde vive no momento. Seu trabalho pode ser encontrado em coleções públicas e privadas em toda a Europa e América do Norte.

Usando aço soldado e compondo com objetos do cotidiano, Frank monta peças extremamente objetivas e claras, onde delineia formas tridimensionais que são verdadeiras análises sociológicas, mas de uma forma descompromissada e nada pedante. Em seus trabalhos mais recentes, há também o uso de fotografia e pintura, pedaços de madeira, fontes de luz, motores, sensores, e mesmo a produção de som e música como parte integrante de suas esculturas, montando peças cada vez mais interativas.

Suas instalações são provocativas, engajadas, contemporâneas. Mais do que contar uma história, marcam uma posição. Dizem algo de quem a fez, da época em que foram feitas e de quem possui a peça, numa espécie de cartão de visitas artístico que faz uma declaração sócio-política e diz ao mundo a que veio. Compondo peças por vezes peças divertidas e engraçadas, em outras vezes, complexas críticas sociais, Frank é literalmente um artista de seu tempo que ousa brincar com a modernidade.

Portfólio: hierroglyphic.blogspot.com

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A série “Mosca” de humor de Magnus Muhr

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 06/05/2010 by Bronx1985

Proveniente de uma pacata cidade sueca chamada Karlskoga para o mundo, Magnus Muhr é um experiente fotógrafo engajado pela defesa da saúde psico-mental, conforme o mesmo gosta de se autodenominar.

De portfólio fotográfico tão vasto quanto singular, Muhr ganhou reconhecimento mundial pela sua séria humorística denominada “Mosca”, que representa, de forma simples e direta, o cotidiano básico humano transposto e vivenciado por estes asquerosos e mal desejados pequenos animais invertebrados que denominamos moscas.

Através de uma técnica básica de fotografismo de moscas mortas atreladas a desenhos feitos em papel via lápis, Muhr é capaz de despertar nos observadores os mais saudáveis e gostosos risos, de modo que este pequenos seres, anteriormente pregados pelo nosso repudio, passam, de uma forma natural e saudável, a habitarem nossos pensamentos de admiração e contemplação. Tudo isso fruto do talento do sueco.

Portfólio: muhr.area81.se

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