Arquivo para cotidiano

A Entediante Rotina de um Super-Herói, Foto Ensaio de Gregg Segal

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 01/06/2011 by Bronx1985

Quem alguma vez já caminhou pelas famosas ruas da Hollywood Boulevard, sabe que a cada esquina é inevitável não se deparar com um artista de rua qualquer em trajes de super-heróis bem estilo Marvel Comics a esperada de uns trocados por uma fotografia de lembrança. Muitos destes artistas chegaram a Hollywood com esperanças de um dia tornarem-se famosos nos trabalhos da indústria freelancer, mas as suas singelas apresentações na famosa e ingrata Hollywood Boulevard pode ser o mais próximo que estes artistas anônimos chegarão do estrelato e dos seus sonhos de riqueza e luxúria.

Mascarados como ícones e posando para fotos com turistas de todo o mundo, confere-lhes um sentimento ilusório de estrelato. Mais do que ninguém, eles definem  a Hollywood contemporânea.

O ensaio aqui apresentado pelo fotógrafo norte americano Gregg Segal traduz em fiéis imagens a pacata, rotineira e, por vezes, medíocre vida destes super-heróis anônimos que ganham a vida como representações do perfeito para o imaginário dos turistas, porém quando chegam às suas casas, deparam-se com a realidade dos seus cotidianos de meros e simplórios mortais. Uma crítica inteligente e bem humorada ao tão famoso e já desgastado american dream.

Portfólio: greggsegal.com

Portfólio: greggsegal.com

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A Rotina Descomplicada em Miniatura de Terada Mokei

Posted in ESCULTURAS, FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16/03/2011 by Bronx1985

É o modelo que representa a vida real, à sua necessidade de acontecer como demonstrada em pequenos e minuciosos detalhes, assim é o resumo básico arte do artista plástico japonês Terada Mokei.

Através de uma delicada técnica de recorte de papéis e posterior pintura de caráter minimalista, Mokei recria de forma tão simples e direta quanto curiosa o dia a dia de cidadãos modernos de uma grande metrópole, representação esta com o objetivo levar as pessoas a reflexão acerca das suas ações e conseqüências para os demais e meio ambiente como um todo.

Como Mokei gosta de frisar, suas obras tratam-se de modelos da vida real das pessoas, não devendo nunca serem confundidas com réplicas das mesmas, onde diferentes valores e objetivos são empregados na sua idealização, confecção e, por assim dizer, divulgação.

Portfólio: teradamokei.jp

Portfólio: teradamokei.jp

John Battaglia e a Vida Como Ela É

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/11/2010 by Adriana Almeida

John Battaglia é um jovem fotógrafo de Nova York com um olhar privilegiado para o cotidiano urbano. Armado de uma câmera 35mm ele capta a vida em sua realidade e em seu sonho, nos seus detalhes mais mundanos e por isso mesmo, mais significativos.

Grande parte de suas fotos explora o movimento desenfreado das cidades em contrapartida a um detalhe estático e congelado no tempo: uma pessoa, um reflexo, um detalhe. O criador, pequeno e frágil e suas criaturas grandiosas e rápidas, a verdadeira síntese dos grandes centros urbanos.

Portfólio: johnbsite.com

Portfólio: johnbsite.com

Os Estranhos Auto-Retratos de Erina Matsui

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20/09/2010 by Adriana Almeida

Famosa por seus auto retratos surreais e provocativos, Erina Matsui é uma artista plástica japonesa ganhadora de diversos prêmios, entre eles o “Fukuzawa Award” Tama Art University e ”Mr.I Prize” Okayama prefecture, e que já participou de várias exposições tanto solo como em grupo.

Sobre seu trabalho, Erina fala que ao pintar auto-retratos, ela se possibilita a auto-observação tanto objetiva quanto subjetiva e diz tirar a inspiração dos elementos do cotidiano, vistos sob seu único ponto de vista que filtra a realidade deixando escoar nas telas o surreal, o inesperado, a surpresa.

A primeira vista, seu trabalho é engraçado, espirituoso e com certeza, diferente. Uma olhada mais atenta nos mostra diversos elementos re-interpretados sob uma óptica que é ao mesmo tempo pessoal e universal, onde os significantes encontram novos significados e nos fala não só de quem é Erina, mas acima de tudo, de quem somos nós.

Portfólio: erinamatsui.com

Portfólio: erinamatsui.com

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O Mundo Desvelado, por Maciej Koniuszy

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/08/2010 by Adriana Almeida

O mundo está la fora para ser desvelado e de certa forma, é trabalho do fotógrafo fazer isso, em uma espécie de debate entre o objeto, quem o fotografa e quem vê a fotografia. É assim que Maciej Koniuszy, um fotógrafo polonês, define sua arte: “Quando eu levo a câmera na minha mão, o que eu desejo é descobrir o que está oculto. Ocultar banalidade, redescobrir vulgaridade. Para transformar, modificar, para surpreender.

Maciej fotografa paisagens urbanas ou naturais, e com uma perspectiva criativa, ele revela significados ocultos nas paisagens corriqueiras, colocando poesia no dia a dia. Apesar de ser extremamente bem sucedido em retratar as cores do mundo, são suas fotografias em P&B que merecem maior destaque. Ricas em contraste e aproveitando a luz natural de forma surpreendente, as fotos de Maciej são composições ricas em conteúdo emocional, mostrando não só como o mundo é, mas como o vemos e como ele deveria ser.

Portfólio: koniuszy.com

Portfólio: koniuszy.com

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Sandalism: Quando a Areia Ganha Vida

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18/08/2010 by Adriana Almeida

Em Londres, seja na calada da noite ou em eventos mega badalados, uma nova forma de arte, ou melhor dizendo, uma velha forma de arte ganha ares contemporâneos e um novo nome. Os velhos castelos na areia se modernizaram e agora se chamam Sandalism, uma junção de Sand (areia) com vandalismo, mas um “vandalismo” saudável e artístico…

Um belo dia, ao chegarem para trabalhar, operários inglêses encontram seus montes de areia para construção, transformados em verdadeiras obras de arte, sem terem sequer a menor idéia de como elas haviam surgido. As esculturas feitas de areia ganharam a atenção do público e da mídia, se tornaram um movimento artístico e maravilharam operários, transeuntes locais e turistas pelos últimos 2 anos, quando o movimento parece ter começado.

As esculturas são efêmeras, desfeitas pelo vento ou pelo trabalho que recomeça no dia seguinte, mas falam diretamente ao público que passa atribulado por seu cotidiano, e desperta sorrisos de encantamento e admiração no meio de dias cinzas. Zara Gaza, uma das expoentes desse movimento, orgulhosa de provocar sorrisos nos moradores londrinos diz: “Sempre fui interessada em arte de rua e em algo que as pessoas tivessem fácil acesso”.

Portfólio: sandalism.co.uk

Portfólio: sandalism.co.uk

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Ricardo Newton e o Realismo Antropológico

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 02/08/2010 by Adriana Almeida

O professor de Desenho e Pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ricardo Newton, é nascido e criado no Rio de Janeiro, e pinta o cotidiano, a urbanidade, o Rio de Janeiro. Com uma estética realista mas que não se fecha em si mesma, sua obra parece estar cheia de reticências, como quem conta a primeira frase da história e espera o interlocutor a completar. Trabalhando normalmente com óleo sobre tela, Ricardo Newton já realizou várias exposições individuais e participou de inúmeras coletivas.

Em sua obra, homem e meio ambiente – e um meio ambiente que é urbano e contemporâneo – dialogam, trocam idéias e se completam formando cenas a primeira vista banais e corriqueiras, mas cheias de significados em si mesmas, que extrapolam a tela. Ricardo nos obriga a olhar o óbvio e repensá-lo, completando as lacunas da compreensão. Trata-se de um realismo antropológico, que para além de retratar o cotidiano, o estuda, esmiuça, procura por novos ângulos de observação da realidade.

Muitas de suas obras, ao invés de cenas, são recortes, lembrando uma pop-arte sem cores chapadas. Ao contrário: suas cores são tropicais, iluminadas, abertas, realistas. Sua obra nos convida a imaginar, quem é esse que beija sob a chuva, que dá as mãos na mesa do bar, que caminha solitário sob a noite carioca. E ao imaginar suas histórias, elas se confundem com as nossas, e nos vemos retratados em nossas idiossincrasias cotidianas…

Portfólio: ricardonewton.com

Portfólio: ricardonewton.com

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