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Love Is In The Air: A Arte em Vinil de Carlos Aire

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/09/2010 by Adriana Almeida

O espanhol Carlos Aires que hoje divide seu tempo entre a Espanha e a Bélgica e é mais conhecido por seu trabalho como fotógrafo, resgata a mídia de um tempo, para alguns remoto, para outros, bem recente, e faz arte com os discos de vinil que foram aposentados pela era do CD.

O projeto foi batizado como “Love is in the air”, em uma referência a um disco de John Paul Young, de 1977, que foi hit, e hoje é quase um ícone da época. Os discos são milimetricamente cortados com laser sob a forma de silhuetas, o que já seria interessante por si só, dada a perfeição do corte e o aspecto divertido do resultado. Mas em adição, as formas escolhidas estão intimamente ligadas ao título ou conteúdo do disco usado como matéria prima, brincando com conceitos e idéias da época vistas sob o prisma dos dias atuais, de uma forma extremamente bem humorada e crítica. O disco “Touch Me”, por exemplo, se vê transformado em um homem musculoso, e assim sucessivamente.

Como um extra no interesse desse trabalho de Carlos, que é conhecido pelo seu gosto por uma polêmica, boa parte das silhuetas foram cortadas segundo um curioso critério: em uma busca no google com as palavras “Pornografia” e “Catástrofe”, ele selecionou fotografias aleatórias que iriam dar forma ao disco de vinil, relacionando-as com o título do álbum. Um complexo trabalho de associação, com uma mensagem subliminar pra lá de controversa.

Portfólio: carlosaires.com

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A Beleza Desconstruída de Stephen Shanabrook

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22/09/2010 by Adriana Almeida

Alguns artistas se especializam em técnicas inusitadas, outros se especializam em ser inusitados. Esse é o caso do norte americano Stephen Shanabrook, que produz arte de maneiras inimagináveis, trabalhando com a disparidade, através de associações inesperadas, estimulando formas diferentes de percepção do mundo e abraçando o esquisito.

Apesar de muitas vezes chocante e incômodo, até por trabalhar com materiais totalmente fora dos padrões (Stephen possui uma série de montagens feitas com restos de papelotes de crack e heroína dispostos em caixas de vidro, cujo resultado nem é assim tão espetacular, mas o sentido interno dessa exposição, além de chocante, é extremamente profundo), a obra de Stephen parece ser um processo de desconstruir os conceitos de belo e reconstruí-los sob nova perspectiva.

Em sua série Paper Surgery (Cirurgia de papel), Stephen pega fotografias e as deforma através de dobraduras, rasgos e amassos na obra original, revendo conceitos de beleza, aparência e estética.O resultado é assombroso e incomoda, e por isso mesmo, possui uma profundidade imensa. Nada mais atual que desconstruir a aparência em uma época que muitas vezes, aparência parece ser tudo o que importa.

Portfólio: stephenshanabrook.com

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