Arquivo para Bélgica

Os Monstros Contemporâneos de Jérôme Meynen

Posted in PINTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15/12/2010 by Adriana Almeida

O belga Jérôme Meynen desenha à nanquim e eventualmente usa o recurso da colagem para pequenos detalhes em sua obra. Pontos, linhas, pontilhados, áreas preenchidas e áreas em branco. Quase todo mundo que já tentou aprender a desenhar passou pelo martírio ou divertimento (vai da índole de cada um…) do trabalho com nanquim quando tudo é expresso em duas únicas cores: o preto e a ausência dele. Portanto, não há nada de novo na técnica de Jérôme. O que impressiona é a riqueza de detalhes e de simbolismos. A maior parte de suas peças é composta de um somatório de cenas interligadas onde cada pequeno pedaço conta uma história por si só, e o todo se torna maior que a soma das partes.

Jérôme já participou de diversas exposições em grupo ou individuais, a maioria na Bélgica, mas seu trabalho já pode ser visto também na Espanha, Estados Unidos e França. Em sua obra, temos uma releitura dos nossos monstros interiores, trazidos à luz do contemporâneo, interligados em cenas complexas como complexos somos nós e tudo isso em obras tão cheias de detalhes que revelam o talento e o comprometimento de seu autor. Sem dúvida, um portfólio a ser conferido e um nome a se ficar de olho.

Portfólio: hellomonsters.wordpress.com

Portfólio: hellomonsters.wordpress.com

Love Is In The Air: A Arte em Vinil de Carlos Aire

Posted in ESCULTURAS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25/09/2010 by Adriana Almeida

O espanhol Carlos Aires que hoje divide seu tempo entre a Espanha e a Bélgica e é mais conhecido por seu trabalho como fotógrafo, resgata a mídia de um tempo, para alguns remoto, para outros, bem recente, e faz arte com os discos de vinil que foram aposentados pela era do CD.

O projeto foi batizado como “Love is in the air”, em uma referência a um disco de John Paul Young, de 1977, que foi hit, e hoje é quase um ícone da época. Os discos são milimetricamente cortados com laser sob a forma de silhuetas, o que já seria interessante por si só, dada a perfeição do corte e o aspecto divertido do resultado. Mas em adição, as formas escolhidas estão intimamente ligadas ao título ou conteúdo do disco usado como matéria prima, brincando com conceitos e idéias da época vistas sob o prisma dos dias atuais, de uma forma extremamente bem humorada e crítica. O disco “Touch Me”, por exemplo, se vê transformado em um homem musculoso, e assim sucessivamente.

Como um extra no interesse desse trabalho de Carlos, que é conhecido pelo seu gosto por uma polêmica, boa parte das silhuetas foram cortadas segundo um curioso critério: em uma busca no google com as palavras “Pornografia” e “Catástrofe”, ele selecionou fotografias aleatórias que iriam dar forma ao disco de vinil, relacionando-as com o título do álbum. Um complexo trabalho de associação, com uma mensagem subliminar pra lá de controversa.

Portfólio: carlosaires.com

Portfólio: carlosaires.com

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A Grafite Animal de ROA

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De preferência confessa e muito bem transposta em muros paredes e afins de animais, o grafite singular do artista de rua belga ROA chama a atenção não tão somente pela peculiar técnica empregada nos interessantes traços ou pela meticulosa seleção de cores, mas também pelo contexto em geral e representatividade que os mesmos se encontram expostos.

Com uma técnica básica de pintura tão e unicamente via jet, ROA transpõe para uma superfície qualquer todo o talento intrínseco à sua imaginação e criatividade. Estrategicamente espalhados pelos quatro cantos da Europa, a arte urbana de ROA desencadea nos observadores muito mais do que a simples admiração resultante de um trabalho bem feito, sua arte aborda de forma tão interessante quanto indireta para os menos dispostos toda uma crítica aos sistemas contemporâneos de manutenção da vida humana, suas relações sociais, econômicas, culturais e até mesmo outras levadas mais subliminares e políticas ao mesmo tempo.

Portfólio: flickr.com/roa

Portfólio: flickr.com/roa

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“Lápis versus Câmera”, o projeto fora dos limites de Ben Heine

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13/06/2010 by Bronx1985

O belga Ben Heine é um daqueles artistas que, assim como muitos outros visionários, gosta de colocar suas obras para fora dos limites. Suas mostras finais são a fusão perfeita entre pintura e sobreposição de desenhos, tudo em interessante e delicada harmonia, de modo a criarem entre si um link entre o que pretende ser fotografado e o que pode ser mostrado.

Através de um minuciosa técnica de fotografismo em ângulos ensaiados atrelada à composição de desenhos meticulosamente formatados às propostas vigentes, Heine dá vazão a uma nova forma de interpretação de arte e fotografia, formando entre estas duas representações algo tão íntimo e criativo que chega a despertar nos observadores a convicção de que uma completa a outra, de modo a se unirem e se distinguirem entre si.

Embora pareça extremamente dificultoso colocar todas as coisas no lugar certo, parece que Haine não tem problemas com isso.

Portfólio: flickr.com/benheine

Portfólio: flickr.com/benheine

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As criativas fotografias do diretor de filmes Frank Uyttenhove

Posted in FOTO ENSAIOS with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23/05/2010 by Bronx1985

Quando fotógrafos profissionais talentosos se predispõem a fotografar um algo e/ou alguém qualquer, as chances de nós contemplarmos seu trabalho final são grandes, dados os ângulos meticulosamente ensaiados, as luzes e cores em perfeita harmonia e a temática em si envolvente e de fácil assimilação. E quando um diretor de filmes resolve assumir este tão prazeroso papel do fotógrafo? E se esse diretor for alguém do calibre de Frank Uyttenhove (diretor belga altamente renomada na Europa)?

Pois foi isso que Uyttenhove fez, mesmo possuindo em sua formação cursos de fotografia, até então nunca tinha se predisposto a tal arte de fotografismo e posterior divulgação (comercial). O resultado do seu trabalho em nada deixa a desejar quando em comparação com o de um fotógrafo profissional qualquer, visto que em muitos aspectos se sobressai em qualidade de representação e proposta ao qual se encontra inserido.

Através de muita criatividade (muita mesmo!), por vezes doses exageradas de Photoshop, cores exaltadas de tão vivas e conotações humorísticas tão exacerbadas quanto em crítica as rotinas da sociedade, Uyttenhove nos dá o prazer da observação aguda de fotografias de essência modernista e de caráter reflexivo, típicas à personalidade excêntrica do diretor e, por vezes, chocantes aos mais conservadores e não dispostos.

Portfólio: frankuyttenhove.com

Portfólio: frankuyttenhove.com

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