Will Eisner e a Arte Sequencial Gráfica

William Erwin Eisner, um americano nascido em 1917 e falecido em 2005, era um cartunista/quadrinista clássico no meu modo de ver. Seu traço, impecável, não possui arroubos de genialidade ou vanguardismo. É simples, direto, clean. São sem dúvida ilustrações interessantes, mas nunca me provocaram suspiros ou arrebatamento. Por isso, não estou aqui para apresentar a arte de Will Eisner, mas sim a contribuição que ele prestou a arte. Uma pequena inversão que em certo ponto, se confunde e volta ao seu traço.

Eisner é o mais importante artista da história das HQs e o responsável pelo desenvolvimento e pela evolução/revolução nesse gênero, transformando em canal de propagação artística e veículo de comunicação de vanguarda acessível às massas.

Desde sempre trabalhou com histórias em quadrinho. Mas o criador de clássicos como Spirit, teve seu ponto de virada em 1978, quando publicou “Um contrato com Deus“, a primeira Graphic Novel (cuja tradução literal é Novela Gráfica, ou seja, um romance em quadrinhos) da história da indústria gráfica. Alí inaugurou-se uma nova era, onde as HQs ganharam conteúdo e profundidade, tanto em textos como em arte. Nessa era da Arte Sequencial Gráfica, termo cunhado por Will Eisner, a arte encontrou um novo veículo e aquele veículo encontrou a arte.

Esses termos, “Graphic Novel” e “Arte sequencial gráfica“, foram considerados pedantes e pernósticos por alguns. A cultura underground é rançosa, e costuma se ressentir quando acreditam que alguém “traiu a causa”. Bandas de rock de porão ganham a alcunha de vendidos quando fazem sucesso; filmes cult passam a ser execrados pelos seus primeiros fãs quando atingem as grandes massas. E por isso, as tentativas de Will de transformar os quadrinhos em algo melhor que as mediocridades dos gibis com bichos e bonecos engraçadinhos com diálogos que tinham a profundidade de píres virados do avesso e desenhos multi-coloridos e previsíveis que possuiam ZERO de significado ou relevância, incomodou aqueles que tecem suas apreciações pelo que é cult muito mais do que pelo que possui real valor estético. Will dizia aos aspirantes a quadrinistas: “leiam livros, pensem em histórias inteligentes antes de pensar em desenhos espetaculares.” Os tais desenhos espetaculares, verdadeiras obras de arte vendidas em bancas de jornal, viriam no rastro desse conteúdo, dessa profundidade, desse valor literário. E de fato veio. Os diversos artistas que ganharam o Will Eisner award (criado em 1988) por seus trabalhos geniais em HQ que o digam…

Portfólio: willeisner.com

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14 Respostas to “Will Eisner e a Arte Sequencial Gráfica”

  1. […] espacoimoral.com/(…)/will-eisner-e-a-arte-sequencial-grafica/ espacoimoral.com/(…)/tudo-para-os-ares-o-projeto-surrealista-da-dupla-nam/ -21.870153 -45.317423 […]

  2. Matheus Telles Says:

    *Venho

  3. Matheus Telles Says:

    Primeiramente. Bronks e Adriana… parabéns pelo blog.

    Venho acompanhando alguns posts do blog e estou adorando. São grandes artistas e os textos estão muito bons (textos subjetivos que expõem a visão do autor do texto sobre o trabalho examinado). É uma pena somente que certos comentaristas supostamente especialistas em arte (Miguel Soledade por exemplo) tenham tanto problema para exibir sua ideia graças a uma confusão em suas premissas e do uso de um português que foje à norma culta da língua, exluíndo até os próprios moderadores do blog do significado de seus comentários.

    Parabéns novamente e um Abraço

    • Obrigada pelo comentário e pela visita, Matheus.

      Fico feliz que esteja gostando! 🙂

      abraços!

    • oi Matheus,

      primeiramente, fico lisonjeado com as suas palavras parabenizando a minha pessoa e a da Dri, confesso que são comentários como o seu que dão um gás extra quando tempos nebulosos aparecem e dificultam a viabilização de novas postagens (…)

      estava comentando com a Dri acerca do Miguel, por mais intransigente que ele possa parecer e talz, admito ter achado engraçada a perspectiva do mesmo, dado todo o contexto e erros de português. hehehe
      como disse em outro post por aew acerca das palavras do mesmo, verdades relativas não fundamentadas não me interessam, assim como acredito que não agregam em nada aos posts e ao blog como um todo, mas como este blog é um espaço virtual público, estamos sujeitos a pérolas deste naipe…

      mais uma vez agradeço o comment e espero te ver aqui de novo, ok?! rsrs

      Abrx fortes,
      Bronx (!)

  4. Parabéns pelo texto, só um detalhe, ali na “Ilustração de Will Eisner 02” o crédito é de outro quadrinista, Frank Cho. Pode reparar na assinatura dele.

    • Miguel Soledade Says:

      Ha nãoto dizendo, essa tal dri esta comalgum problema. senhora nao estou falando de vc e nem me atreveria atal coisa. a moça não é vc ela eaté me parece mais educada. Ela o Bronx e um cara lá Rayme. que disse não saber e mesmo assim soube comentar. vc é só um resumo de como representar bem um falso coment. sei que não são profissonais, mas respeite quem o é. apesar de tudo gostei do Bronx aí, mas ele definitivamente nao sabe escolher seus autores. colocou logo uma complexada, sim vc deve ter algum complexo senhora adriana. os comentários sao de outras pessoas onde nao vejo seu nome.

      seja felis vc tbm!

      • Miguel,

        eu não estou qurendo criar polêmica, mas de coração aberto, sugiro que você releia seus comentários e depois releia os meus. Em nehum momento foi grosseria ou agressiva com você, muito pelo contrário.

        Só estava tentando entender a onde você queria chegar com seu comentário, já que, repito, ele não foi claro, e eu (ainda) não leio mentes ainda mais à distância… Você não gosta dos meus textos, o que é um direito todo seu e eu respeito isso. Mas realmente não sei no que isso muda alguma coisa, ou no que dizer iss ome faz desrespeitosa ou sem educação.

        Mas cada um reage como quer ou como pode. Só realmente não entendo o que está motivando tanta agressividade da sua parte.

    • fala Thiago,
      tudo jóia?!
      obrigado pelos elogios ao texto, assim como pela sua visita.

      Dri,
      verifique esta questão dos créditos, pode ser?!

    • Obrigada pelo toque, Thiago. Me passou desapercebido na hora do upload das imagens. Falha minha! 🙂 Estou num outro computador longe da minha casa, então não vou poder fazer a troca por outra imagem agora (quando muito retirar a imagem!), mas agradeço o aviso. E mais a noite eu colocarei outra imagem do Will no lugar.

    • Prontinho Thiago. Já troquei a imagem errada. Obrigada novamente pelo toque, a visita e o comentario. 🙂

  5. Miguel Soledade Says:

    Olha isso uma obra prima, Will Eisner, admiro e muito.
    So me diz uma coisa, quem escreve os textos?

    as imegens sao boas mas, sou mesmo umpouco exigente, mas quando setratade arte…

    nem a moça quis comentar aqui. Aliás ela comentou em poucos, gostaria de saber se posso colocar alguns deles em minhas aulas.

    Obrigado e abraços.

    • Miguel,

      Tive dificuldade de compreender seu comentário. Algum problema com o texto? Bom, esse foi escrito por mim.

      Na parte do nem a moça quis comentar, ficou ainda mais confuso. Se a moça sou eu, não comentei porque exceto se eu tivesse esquecido de falar algo e notado só depois da publicação, não vejo sentido em comentar um texto meu, exceto se respondendo alguém, né?

      Quanto a usar (imagens, suponho), elas não são minha. Aqui foram usadas com fins de divulgação; acredito que as liberdades que existem em termos de copyright para divulgação se apliquem também, até com mais propriedade, para a educação, mas como as imagens não são minhas, não me cabe dar permissão. 🙂

  6. […] recentes: # Will Eisner e a Arte Sequencial Gráfica no Espaço Imoral (blog de arte), post meu em […]

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